sexta-feira, agosto 07, 2009
Do Pragal ao Oriente
quarta-feira, agosto 05, 2009
Cerveja a mais, camarões a menos?
domingo, agosto 02, 2009
Túristas olé!
sábado, agosto 01, 2009
Carruagem 22 Lugar 106
São muitas horas as que vou passar dentro de um comboio este fim-de-semana. Não me apeteceu de maneira nenhuma ir de carro para o Algarve. Nos últimos tempos já fiz quilómetros suficientes, já emiti CO2 de mais para o meu gosto. Apanho o comboio em Aveiro às 7:32, num dia não muito diferente dos de Inverno, excepto pela temperatura, 15º à saída de casa, 18º à entrada do comboio. Acabo por me agarrar a uma das muitas literaturas que queria pôr em dia, desde normas técnicas ao último livro de Gonçalo Cadilhe, que já está quase no fim. O sono começa a vir outra vez, com o embalar da carruagem e por fim leva a melhor. Não me lembro do percurso entre Coimbra e o Entroncamento e acabo por acordar em sobressalto, pensando ser o Oriente, mal sabia eu as peripécias aí para a frente. Antes de Santarém o comboio reduz velocidade e acaba por parar. Problemas com outro comboio, ouve-se no sistema de voz, leva à paragem forçada. Tinha comboio no Oriente para Faro, meia hora depois de lá chegar no horário. Enquanto se espero pelo recomeço da marcha acabo o livro que já estava no fim, lendo no último capítulo uma viagem que Gonçalo Cadilhe fez à Roménia. Gostei do que li, pois já estive lá e a descrição dele do que viu não difere muito da minha opinião e do que também vi. O comboio está parado numa curva e pela janela vejo um Alfa Pendular e um Regional à nossa frente. Lembro-me deste Alfa ter partido 10 minutos antes do Intercidades que apanhei. Desta vez vai chegar a Lisboa quase ao mesmo tempo. As pessoas agitam-se de impaciência, questionam o revisor, falam umas com as outras e eu continuo a ler indiferente a tudo como sempre, mas atento ao que se passa. O comboio lá recomeça a marcha outra vez, ouvindo-se que o comboio para Faro vai espera pela chegada deste, para meu alívio. Pára em Santarém e em Vila Franca de Xira onde aprecio o Tejo com uma cor barrenta, reflectindo um dia cinzento. Oriente, finalmente! 20 segundos ao ar livre, para dentro de outro comboio e mais de uma hora de atraso.
sexta-feira, julho 17, 2009
a caminho do Sul
Não sabes como me dá prazer estas viagens de comboio. O prazer de me descolar podendo ler, escrever, não me preocupar principalmente. A mente divaga entre o que se passa dentro e fora, entre o conforto do assento. A Oeste a luz vai-se pousando sobre o horizonte, outra vez mais um pôr-do-sol que perdemos juntos, uma das poucas coisas boas da vida. O comboio abranda, as pessoas conversam, o trabalho mais longe, a família mais perto. Distraio-me com a paisagem mas volto a escrever. A minha mente divaga entre o trabalho que ficou e o desejo de chegar a casa outra vez. O que se vê pela janela? o que o homem fez o que a natureza aperfeiçoou. Um cheiro a perfume invade o meu espaço. Perco a vista por momentos para ver quem é. Volto a escrever mas já chega por agora, vou ler mais um pouco. Lá fora já não há sol…
segunda-feira, julho 13, 2009
Pelo verde da Lousã
quarta-feira, julho 08, 2009
Noruega dia 4 (o regresso)

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